
Você já ouviu alguém dizer: “ai meu Deus, essa criança não para um segundo!”? Em muitos casos, isso é só parte da energia natural da infância. Mas em outros, pode ser sinal de algo mais intenso, como no caso da criança hiperativa, que apresenta um padrão persistente de inquietação, impulsividade e dificuldade de concentração.
O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é uma condição real, reconhecida pela Associação Americana de Psiquiatria, e que afeta cerca de 5% das crianças em idade escolar no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Mas mesmo em casos sem diagnóstico clínico, muitos pais, professores e cuidadores enfrentam o desafio de lidar com crianças muito agitadas. E é aí que o brincar entra como uma poderosa ferramenta de apoio. Entenda!
Toda criança é naturalmente ativa, algumas mais, outras menos. Mas a criança hiperativa apresenta comportamentos que fogem do esperado para sua idade e que interferem no convívio familiar e escolar. Entre os sinais mais comuns, estão:
É importante mencionar que o diagnóstico de TDAH só pode ser feito por profissionais qualificados, como psicólogos ou psiquiatras.
Contudo, mesmo sem diagnóstico, muitas dessas características podem ser amenizadas com estratégias adequadas, e o brincar é uma das mais eficientes.
O brincar funciona como uma espécie de “válvula de escape” natural para toda a energia acumulada pela criança hiperativa. Além disso, atividades lúdicas e motoras ajudam a desenvolver habilidades essenciais para o autocontrole, como a regulação emocional, a concentração e a noção de limites.
De acordo com a revista Frontiers in Psychiatry (frontiersin.org), atividades físicas regulares podem reduzir sintomas de hiperatividade e melhorar o foco em crianças com TDAH.
Isso acontece porque o exercício estimula a produção de neurotransmissores como dopamina e noradrenalina, fundamentais para a atenção e o comportamento.

Para a criança hiperativa, o ideal é apostar em atividades que combinem movimento, estrutura e prazer. Veja algumas sugestões:
Correr, pular, escalar e explorar são essenciais. Playgrounds com diferentes desafios físicos permitem que a criança gaste energia de forma segura e construtiva.
Jogos como pega-pega, esconde-esconde ou amarelinha ajudam a criança a aprender a seguir regras, esperar a vez e respeitar limites.
Massinhas, areia, água e texturas diversas podem ajudar na autorregulação e na redução da ansiedade.
Construções com blocos, desenho livre, teatro e fantasia ajudam a organizar pensamentos e expressar emoções de forma lúdica.
Ambientes muito fechados, com excesso de estímulo visual ou muito tempo de tela, podem piorar os sintomas da criança hiperativa. Já espaços estruturados para o brincar livre e ativo ajudam a promover equilíbrio.
Os playgrounds da Play Rio, por exemplo, são desenvolvidos com foco na segurança, variedade de estímulos motores e liberdade de movimento, o que permite que a criança se expresse fisicamente, libere tensões e, com o tempo, aprenda a se autorregular.
Aqui estão outras maneiras de adaptar o ambiente:

A criança hiperativa não precisa ser “corrigida”, ela precisa de espaços, estratégias e afeto. O brincar oferece tudo isso naturalmente. Quando respeitamos o ritmo da infância e oferecemos ambientes que convidam ao movimento, ajudamos essas crianças a se organizarem por dentro e por fora.
Além do brincar, a rotina tem papel fundamental no comportamento da criança hiperativa. Estruturar o dia com horários previsíveis e alternância entre momentos de movimento e pausa ajuda a diminuir a ansiedade e melhorar o foco.
Pensando nisso, vale muito a pena ler o nosso artigo completo sobre o tema “Rotina de criança”. Nele, você vai encontrar orientações práticas e acessíveis para criar uma rotina mais leve, equilibrada e saudável, especialmente para crianças que precisam de mais suporte.
Afinal, toda criança é cheia de energia. A diferença está em como damos espaço para que ela se transforme em aprendizado e autonomia.
