Solicitar orçamento

Uso de telas na infância: afinal, quais os impactos?

Uso de telas na infância: afinal, quais os impactos?

Play Rio Playgrounds
1 de fevereiro de 2024
10 minutos de leitura

O uso de telas na infância se tornou uma realidade incontestável na sociedade contemporânea. Em um mundo cada vez mais digital, as crianças têm ficado imersas em um universo de smartphones, tablets e computadores, fenômeno global que traz consigo uma série de questionamentos sobre os impactos desse hábito na vida dos pequenos.

O cenário educacional, por exemplo, ilustra bem essa realidade: escolas e famílias se deparam com o desafio de integrar as telas de maneira benéfica ao aprendizado, ao mesmo tempo em que precisam prevenir a distração e a perda de interação social presencial.

Durante a pandemia de COVID-19, esse uso se acentuou e essa mudança repentina deu luz a preocupações crescentes quanto aos impactos da exposição a telas na saúde e no desenvolvimento infantil. Continue a leitura para entender!

Brasil e o uso de telas na infância 

Não é novidade para ninguém que o uso de telas no Brasil é uma prática comum entre pessoas de todas as idades. Contudo, uma pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais, publicada no American Journal of Health Promotion, revelou um aumento significativo no tempo gasto em frente às telas para fins de lazer. 

Essa pesquisa, conduzida entre 2016 e 2021 com 265 mil pessoas, mostrou que o tempo médio dedicado a celulares, computadores e tablets (CCT) subiu de 1,7 para 2 horas por dia. 

E quando voltamos a lupa ao uso de telas na infância, os dados são tão assustadores quanto. Devido à crescente integração da tecnologia no cotidiano das crianças, telas — como smartphones, tablets e televisões — passaram a ser um elemento constantemente presente na vida delas, contexto que impõe alguns desafios.

Segundo o Instituto Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), o uso de telas na infância tem demonstrado aumento significativo no Brasil. Em um estudo recente, foi observado que crianças entre 9 e 11 anos passam em média três horas por dia em frente às telas, número que tende a aumentar com a idade​​.

Entretanto, a exposição excessiva a telas pode levar a problemas como atraso no desenvolvimento da linguagem, dificuldades de atenção e problemas de sono. Por outro lado, quando utilizadas de forma moderada e sob supervisão, as telas podem ser ferramentas úteis de aprendizado e entretenimento. O uso saudável de telas envolve limitar o tempo de exposição e garantir que o conteúdo seja apropriado para a idade​​.

Ou seja, o equilíbrio é a chave. Por isso, é recomendado que o tempo de tela seja limitado e que as atividades sejam diversificadas, incluindo brincadeiras ao ar livre, leitura e interações sociais.

O diálogo entre pais, educadores e profissionais de saúde também é fundamental para orientar um uso saudável e responsável das telas por crianças.

Criança mexendo no celular
Criança mexendo no celular

A pandemia e o uso de telas na infância 

Durante a pandemia de COVID-19, o uso de telas aumentou consideravelmente, especialmente entre crianças e adolescentes. Afinal, o distanciamento social — essencial para conter a disseminação do vírus —  fez com que muitos aspectos da vida cotidiana migrassem para o ambiente digital, incluindo a educação. 

Recentemente, uma pesquisa realizada pela IFF/Fiocruz destacou que, durante a pandemia, o tempo de tela das crianças aumentou consideravelmente. O isolamento social, o fechamento das escolas e a necessidade de manter as crianças em casa contribuíram para que elas passassem mais tempo em frente a dispositivos como tablets, smartphones e computadores.

Contudo, esse aumento no uso de telas ocorreu tanto para fins educacionais, como aulas online, quanto para entretenimento, como jogos e vídeos.

Esse aumento no uso de telas traz implicações importantes para o desenvolvimento infantil. Enquanto, por um lado, as telas podem ser ferramentas úteis de aprendizado e uma fonte de entretenimento, por outro, o uso excessivo pode ter efeitos sobre a saúde física e mental dos pequenos.

O desafio agora é adaptar-se a um mundo pós-pandêmico, no qual o uso de telas ainda é uma realidade, mas deve ser balanceado com outras atividades essenciais para o desenvolvimento saudável das crianças. A pandemia mudou muitos aspectos da nossa vida, e o uso de telas na infância é definitivamente um deles.

Diante desse cenário, tornou-se ainda mais importante estabelecer regras saudáveis de uso de telas na infância e promover atividades alternativas, como brincadeiras ao ar livre​​.

Criança mexendo no comoputador
Criança mexendo no comoputador

Impactos do uso excessivo de telas na infância

Bom, como já mencionamos, o uso de telas na infância é um tema de crescente preocupação na sociedade moderna, e com razão.

Especialistas do Hospital de Saúde Mental do Ceará alertaram sobre os perigos desse uso excessivo, associando-o a problemas como irritabilidade, ansiedade, depressão, déficit de atenção, hiperatividade, alterações do sono, mudanças alimentares, dependência digital, sedentarismo, baixa autoestima, prejuízo escolar e bullying.

Segundo dados disponibilizados pelo Governo Federal no portal “Participa Mais Brasil”, esses impactos são variados e afetam múltiplos aspectos da vida das crianças. Entre eles, podemos destacar:

Distração e perda de foco no aprendizado

O uso indiscriminado de dispositivos eletrônicos em sala de aula e durante intervalos pode distrair as crianças do processo educacional, dificultando o trabalho dos profissionais de educação e a socialização com os colegas.

Problemas de saúde mental

Há uma preocupação crescente com os efeitos das telas na saúde mental das crianças. Problemas como irritabilidade, ansiedade, depressão, déficit de atenção e hiperatividade são frequentemente associados ao uso excessivo de telas.

Alterações do sono e em hábitos alimentares

As telas podem afetar negativamente os padrões de sono e alimentação das crianças, levando a problemas como insônia e hábitos alimentares irregulares.

Dependência digital e uso problemático de mídias

O uso excessivo de telas na infância pode levar a uma dependência digital, o que faz com que as crianças se sintam incapazes de se desconectar dos dispositivos eletrônicos.

Duas crianças mexendo no celular
Duas crianças mexendo no celular

Sedentarismo e baixa autoestima

A exposição prolongada às telas está associada ao sedentarismo, que pode contribuir para o aumento do risco de obesidade, além de afetar a autoestima das crianças.

Prejuízo escolar e bullying

O envolvimento excessivo com as telas pode levar a um desempenho escolar inferior e, em alguns casos, está relacionado ao bullying, tanto como vítima quanto como agressor.

Riscos de vitimização e aliciamento online

As atividades virtuais, muitas vezes executadas sem supervisão adequada, expõem as crianças a riscos maiores de vitimização, como aliciamento para práticas criminosas, assédio moral, abuso e exploração sexual.

Em resumo, o uso excessivo de telas na infância apresenta uma série de riscos que podem afetar o desenvolvimento saudável das crianças. Por isso, é fundamental que pais, educadores e profissionais de saúde estejam cientes disso e trabalhem juntos para promover um uso mais consciente e equilibrado das telas.

Recomendações sobre o uso de telas na infância

mãe e filhos vendo TV juntos
Mãe e filhos vendo TV juntos

A Associação Brasileira de Psicologia e Medicina Comportamental (ABPMC) apresenta diretrizes claras e estruturadas sobre o uso de telas na infância, visando promover um equilíbrio entre os benefícios das tecnologias digitais e a prevenção de possíveis danos associados ao uso excessivo. Confira algumas recomendações:

  1. Idade e tempo de exposição:
  • Até 18 meses: evitar exposição, exceto por videochamadas.
  • De 18 meses a 2 anos: limitar a uma hora diária, preferindo conteúdos educativos e assistindo junto com a criança.
  • De 3 a 5 anos: até uma hora por dia, evitando usar telas para acalmar ou distrair a criança.
  • De 6 a 10 anos: entre uma a uma hora e meia por dia, balanceando uso criativo e para diversão.
  • De 11 a 13 anos: até duas horas por dia, ensinando sobre equilíbrio e autocontrole.
  1. Conteúdo de qualidade: priorizar conteúdos educativos e interativos que promovam o aprendizado e a criatividade.
  1. Participação dos pais: é crucial que os pais ou responsáveis participem ativamente do tempo de tela das crianças, selecionando conteúdos apropriados e compartilhando momentos de interação digital.
mãe e filho vendo algo em tablet
Mãe e filho mexendo em um tablet

  1. Equilíbrio com atividades físicas: incentivar as crianças a participarem de atividades físicas e brincadeiras ao ar livre, equilibrando o tempo de tela ao longo do dia.
  1. Ambiente familiar: promover um ambiente familiar no qual o uso de telas não substitua o tempo de qualidade em família, a leitura de livros e o sono adequado.
  1. Conscientização e educação digital: ensinar as crianças sobre os potenciais riscos do uso excessivo de telas na infância, incluindo a segurança online.
  1. Uso consciente e moderado: encorajar um uso consciente e moderado das telas, evitando que elas se tornem uma ferramenta de pacificação constante ou substituição de interações sociais reais.

Essas recomendações visam um equilíbrio saudável no uso de telas na infância, considerando tanto os benefícios tecnológicos quanto a importância do desenvolvimento físico, social e cognitivo das crianças. 

Bônus: dicas para a família!

Para uma utilização equilibrada das telas, a Associação Brasileira de OtorrinoPediatria (ABOPe) sugere:

  • atividades conjuntas: assistir a filmes ou ir ao teatro com as crianças;
  • exercício em família: andar de bicicleta ou jogar futebol, por exemplo;
  • discussões construtivas: conversar sobre o tempo adequado de exposição às telas;
  • estabelecimento de horários: determinar períodos sem uso de telas para todos da família;
  • equilíbrio: balancear a exposição às telas com outras atividades essenciais à saúde da criança.

Essas orientações ajudam a criar um ambiente familiar saudável e equilibrado em relação ao uso de tecnologias digitais.

Aposte em brincadeiras ao ar livre!

crianças em roda brincando ao ar livre
Crianças brincando ao ar livre

Em um mundo cada vez mais conectado, onde o uso de telas na infância é uma realidade quase inevitável, é essencial relembrar a importância das brincadeiras ao ar livre. 

Essas atividades proporcionam um equilíbrio saudável com o tempo de tela e oferecem benefícios inigualáveis para o desenvolvimento físico, emocional e social das crianças.

Além disso, brincadeiras ao ar livre incentivam a interação social e a construção de laços de amizade, habilidades essenciais para o desenvolvimento de crianças saudáveis. 

Portanto, é fundamental que pais e cuidadores incentivem as crianças a se desligarem das telas e a explorarem as alegrias das brincadeiras ao ar livre. Para te ajudar nisso, criamos um texto com 15 ideias de brincadeiras ao ar livre para divertir as crianças! Nele, você vai encontrar várias sugestões divertidas e criativas para aproveitar o melhor do mundo lá fora com seus pequenos!


Mais lidos no blog

Playground com estrutura de aço: vantagens sobre outros materiais

Uma estrutura de aço é algo que define a qualidade do seu investimento em playgrou...
espaço de lazer infantil

Como planejar um espaço de lazer infantil do zero

Criar um espaço de lazer infantil do zero pode parecer um desafio e tanto — e, par...

Como aumentar a taxa de ocupação de chácara para aluguel

Aumentar a taxa de ocupação de chácara para aluguel depende menos de sorte e mais ...
Pintura eletrostática

Pintura eletrostática a pó em playground: o que é e por que importa?

Se você já pesquisou sobre playgrounds para áreas externas, provavelmente se depar...
Você já parou para observar o que acontece quando uma família chega ao seu pesqueiro e percebe que não há nada para as crianças fazerem? Os adultos ficam inquietos. A pescaria vai perdendo a graça. O almoço termina mais rápido do que o esperado. E no fim, o que poderia ter sido um dia inteiro de consumo vira uma visita de poucas horas, ou pior, na decisão de não voltar. Agora imagine o cenário oposto: uma criança subindo, descendo, gritando de alegria em um playground enquanto o pai, tranquilo, aguarda a próxima fisgada. A mãe aproveita o almoço sem pressa. O ticket médio sobe. A família marca de voltar no próximo fim de semana. A diferença entre os dois cenários? Um playground. O pesqueiro é um negócio de experiência O Brasil tem uma relação muito forte com a pesca esportiva. O Ministério da Pesca e Aquicultura lançou agora, em março de 2026, o Panorama da Pesca Amadora e Esportiva, afirmando que a prática tem “forte presença no país”. Os pesqueiros espalhados pelo interior do país são pontos tradicionais de lazer familiar e esse mercado só cresce. Não à toa, estabelecimentos que combinam pesca, gastronomia e estrutura de lazer estão entre os mais bem avaliados nas plataformas de turismo e lazer. Mas é preciso entender uma coisa: o cliente do pesqueiro não é só o pescador. É a família inteira. E quando a experiência é boa para todos — adultos e crianças — o tempo de permanência aumenta, o consumo cresce e o boca a boca trabalha a seu favor de graça. O que as crianças têm a ver com o faturamento do seu pesqueiro? Tudo. Pais e mães com filhos pequenos precisam que as crianças estejam entretidas para poder relaxar. Quando o pesqueiro oferece um espaço seguro e atrativo para os pequenos, a decisão de visitar o local fica muito mais fácil, e a de ficar mais tempo, mais ainda. Pense bem: uma família que passa quatro horas no pesqueiro consome muito mais do que uma que fica apenas duas. Mais almoço, mais bebida, mais petisco, mais diária de pesca. O playground, nesse contexto, não é um gasto. É um investimento direto no aumento do ticket médio. E não é exagero dizer isso. O Sebrae destaca a força do turismo de experiência e do turismo rural voltado ao lazer familiar, o que reforça a importância de ampliar a proposta além da atividade principal. Em páginas do Tripadvisor, aparecem exemplos de locais que combinam pesca, playground e outras atrações familiares, com menções positivas justamente à variedade de lazer e ao ambiente para famílias, fazendo com que elas voltem com frequência. Por que um playground de qualidade faz diferença Entretanto, nem todo playground serve para um pesqueiro. Aqui, o ambiente é externo, com exposição constante ao sol, à umidade e às chuvas. Por isso, a escolha do material é fundamental. Os playgrounds da Play Rio são feitos com estrutura de aço e acabamento em pintura eletrostática a pó, o que garante resistência ao calor, à corrosão e às intempéries, sem precisar de manutenção constante. Os escorregadores e rapel são produzidos em fibra, outro material altamente resistente para uso externo. E um detalhe que faz diferença no dia a dia: a pintura eletrostática impede que o equipamento esquente a ponto de machucar as crianças, o que é essencial em áreas ao ar livre. Além disso, toda a linha da Play Rio segue as normas ABNT NBR 16071/2012, que regulamentam os requisitos de segurança para playgrounds infantis. E claro que, estar em conformidade com essas normas é fundamental, tanto para a segurança das crianças quanto para a segurança jurídica do seu estabelecimento. O que os pesqueiros mais bem-sucedidos têm em comum Olhando para os pesqueiros com melhor reputação no Brasil — como os avaliados no Mapa da Pesca ou os tradicionais da região de Socorro (SP) —, um padrão aparece com frequência: os mais bem avaliados oferecem estrutura para a família inteira. Pesca esportiva + restaurante + lazer para crianças. Essa combinação é a fórmula de sucesso dos estabelecimentos que saíram de "mais um pesqueiro" para se tornarem destinos de fim de semana. Qual playground escolher para o seu pesqueiro? A escolha certa depende do espaço disponível e do perfil dos seus clientes. Mas alguns critérios são inegociáveis em um ambiente externo como o pesqueiro: resistência: o equipamento precisa aguentar sol, chuva e uso intenso sem deteriorar. A estrutura de aço é a mais indicada para esse tipo de ambiente; segurança: balanços que suportam até 130 kg, bordas protegidas, materiais que não esquentam. Esses detalhes fazem a diferença entre uma brincadeira segura e um acidente evitável; baixa manutenção: em um pesqueiro, você não quer ficar substituindo peças ou repintando brinquedos toda temporada. Playgrounds de aço com pintura eletrostática exigem muito menos cuidado do que os de madeira ou madeira plástica; apelo visual: o playground precisa chamar atenção. Quando uma criança passa em frente ao seu pesqueiro e vê um parquinho colorido e convidativo, a batalha pela permanência da família já está meio ganha. Um investimento que se paga Se você quer que o seu pesqueiro seja a primeira escolha das famílias da região — e que elas voltem sempre —, a estrutura de lazer para crianças não é detalhe, é estratégia. O playground certo transforma uma visita casual em um programa completo de fim de semana. E programa completo significa mais tempo no local, mais consumo, mais recomendação e mais fidelização. A Play Rio é pioneira na fabricação de playgrounds no Brasil, com entrega e instalação em todo o país (exceto Norte e Nordeste). Os equipamentos seguem as normas ABNT, são feitos para durar e foram criados para exatamente esse tipo de espaço: ao ar livre, para a família inteira, sem complicação. Entre em contato conosco agora mesmo e faça um orçamento sem compromisso de um playground perfeito para seu pesqueiro! Pessoa com uniforme de camuflagem segurando vara de pesca próximas a um lago em ambiente natural ao ar livre, praticando pesca esportiva, associado ao tema de pesca.

Playground para pesqueiro: como atrair mais clientes (e fazer eles ficarem mais tempo)

Um playground para pesqueiro é mais importante do que você imagina. Você já parou ...
escola particular

Como escolher playground para escola particular

Quem administra uma escola particular sabe que o aprendizado não fica só dentro da...
assembleia de condomínio

Como apresentar a compra de playground em assembleia de condomínio

Nós sabemos que convencer moradores em uma Assembleia de condomínio nem sempre é s...

Playground 2026: quais são as tendências para a área de brincar?

Se você trabalha com lazer, condomínio ou escola, já percebeu: o conceito de playg...
Playground em casa

Playground em casa: o que considerar antes de instalar um no seu quintal?

Ter um playground em casa é o sonho de muitas famílias. Afinal, quem não gostaria ...
Como escolher playground para condomínio

Como escolher playground para condomínio?

Se você é síndico, faz parte do conselho ou mora em condomínio com crianças, prova...
1 2 3 12
A Play Rio Playgrounds é a empresa pioneira na fabricação de brinquedos no Brasil. Nos sentimos muito felizes em levar a alegria de muitas crianças país afora. São 37 anos de história, são 37 anos de sucesso!
© 2024 Play Rio Playgrounds. Desde 1985 - Desenvolvido com 🤍 por Prospecta
crosschevron-down